| A erva-mate
é uma bebida tão brasileira que, quando
os bandeirantes e jesuítas chegaram por aqui, já
encontraram os índios bebendo a infusão
da erva. Ao descobrir o Novo Mundo, o homem branco se
deparou com o índio, um povo simples e hospitaleiro,
que oferecia aos recém-chegados uma infusão
de caa-í, um chá servido em porongos rústicos
e bebido com canudos de taquara. A bebida era feita a
partir das folhas de uma árvore que, segundo a
lenda, o próprio deus Tupã dera de presente
aos tupis-guaranis: a erva-mate. Quando os
jesuítas chegaram à América para
catequizar os índios, a princípio combateram
a planta, considerada uma erva do diabo por ser estimulante
e ter sua origem ligada a um falso deus. Mais tarde,
soube-se que “caa-í” significava
água de erva saborosa, água de erva-mate.
Com o tempo, o caaí se transformou em caa mate,
e o nome “mate”, que designava o recipiente
em que era servida a bebida, passou a significar a própria
infusão. Tanto que
as missões jesuítas instaladas no traçado
botânico natural dos ervais desenvolveram as primeiras
técnicas de cultivo da planta. Iniciava-se, com
os jesuítas, a próspera atividade econômica
em torno da erva-mate. Em 1822, o naturalista francês
Auguste de Saint-Hilaire, em viagem pelo Brasil, recolheu
amostras da erva para pesquisa e fez sua classificação
botânica como “Ilex paraguariensis”.
Com a chegada do homem branco, o hábito de beber
o mate foi se difundindo e hoje, com o impulso da Leão
Jr, se tornou uma das bebidas mais consumidas no Brasil.
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