Família do Fundador
Linha do Tempo
História da Erva Mate
 
Durante as inúmeras viagens de negócios, pelos países importadores da erva-mate,
Agostinho Ermelino de Leão Junior registra, com sensibilidade, em cartas enviadas a família detalhes do progresso que acompanhou. Estes documentos exprimem também o seu espírito empreendedor.

Véspera do Natal de 1900
“Aqui chegamos ontem as 2 e meia da tarde, tendo embarcado anteontem em Buenos Aires. Foram 18h de Estrada de Ferro!!! Os carros dormitórios são bons porem jogam extraordinariamente, quase como os vapores. Córdova é maior que Curitiba, em todos os sentidos. É iluminada a luz elétrica, gás incandescente, tendo também o acetileno. Bondes melhores que os nossos, grande número de carros pelas “calles”, muito bom hotel e enormes confeitarias e cafés muito bons. Existem muitas igrejas e todas bonitas, ruas todas calçadas com belos jardins. Já percorri os armazeneiros e terça-feira seguirei para Rosário. Beijos nos filhos, saudades à todos. Do teu esposo que muito a quer...Sinhozinho.”


Em meados de 1900, ao participar de uma exposição enviando erva-mate beneficiada. Leão Junior, muito empreendedor, encarregou-se também dos preparativos –
“Segundo o jornal O Commercio, os senhores Agostinho de Ermelino de Leão Junior e José Ribeiro de Macedo organizaram um folheto contendo a relação dos produtos expostos, que foram distribuídos por todo o Brasil. O folheto continha também uma agradável parte literária e uma excelente explicação sobre a erva-mate, suas propriedades, maneiras de usá-las, entre outras informações.”


Com a chegada do novo século
“Agostinho Ermelino de Leão Junior, satisfazendo as exigências do Artigo 11, do Decreto nº 926 de 24 de outubro de 1890, declara:
1º - Que sua firma comercial girará sob a razão de Agostinho Ermelino de Leão Junior, da qual fará uso para todos os efeitos;
2º - Que o gênero de comércio é a indústria de erva-mate, comissões e consignações;
3º - Que seu estabelecimento é a Rua Riachuelo, desta Capital, nº 34;
4º - Que começou a funcionar em 09 do corrente;
5º - Que não tem filiais
Curitiba, 11 de maio de 1901.”
 
 
  Perfil, traçado em 1923 na publicação do Estado do Paraná sintetizava a saudosa lacuna que o empresário e cidadão Agostinho Ermelino de Leão Junior havia deixado na sociedade paranaense

“Foi um dos maiores propugnadores do florescimento da indústria nacional e um cavalheiro de finíssimo trato, aliando a uma educação primorosa uma alma generosa e nobre, educada no amor da Virtude e do Bem.”
 
 

 
 
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